Motivos da proibição
No povoado Pau D’Arco, zona rural de Bacabal, pulverização irregular por drone espalhou agrotóxicos em hortas, poços d’água e animais, causando problemas respiratórios em moradores. Aprovada por ampla maioria em 18 de março de 2026, a lei impõe multa inicial de R$ 50 mil por infração. Vereadores reagiram a voos sem autorização ANAC, altitudes inadequadas e bicos comuns – práticas que qualquer drone regular evita com facilidade.
Irregularidade: raiz do problema
Operadores clandestinos ignoram registro RPAS na ANAC, voos BVLOS perto de residências e laudos técnicos do MAPA. Sem bicos anti-deriva, GPS RTK ou planejamento via app, 90% dos incidentes ocorrem por descuido humano. Essa irresponsabilidade mancha a imagem dos VANTs e condena o agro à rejeição social, quando a solução está em certificação e manutenção básica.
Tecnologia certa x operador irresponsável
Drones agrícolas aplicam taxa variável com precisão milimétrica, cobrindo 100 hectares por dia em terrenos onde tratores atolam – elevando produtividade em 20% na soja e milho maranhenses. Com o curso CAAR (Certificação de Aplicador Aeroagrícola Remoto, exigida pelo MAPA), cadastro no DECEA e bicos de alta tecnologia, reduzem deriva em 95% e emissões de CO2 frente aos equipamentos terrestres (custo +40% maior). O banimento pune a ferramenta pelos erros de quem a opera mal.
Alternativas para produtores responsáveis
- Certificação completa: Faça o curso CAAR (MAPA), registre RPAS na ANAC e obtenha autorização DECEA.
- Monitoramento NDVI: Use drones para mapeamento de pragas sem defensivos, otimizando terrestre.
- Diálogo municipal: Pressione por regulamentação técnica em vez de veto generalizado.
O caso de Bacabal reforça a necessidade de equilíbrio entre inovação tecnológica e proteção ambiental no agronegócio brasileiro.