Modelos de drones agrícolas DJI Agras: como escolher entre T25, T40, T50 e T100 na fazenda

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Drones DJI Agras. Créditos da Imagem: Divulgação
Se você está pesquisando drone agrícola, é bem provável que tenha esbarrado em nomes como Agras T25, T40, T50 e T100 sem entender, na prática, o que muda em capacidade, produtividade e investimento entre eles. Mais do que “maior ou menor”, cada modelo da linha DJI Agras foi pensado para um tipo de operação no campo e, se você erra na escolha, corre o risco de imobilizar capital em um drone subutilizado ou de ficar sem volume nas janelas críticas de pulverização. Neste guia, você vai ver como esses modelos se diferenciam em carga útil, uso típico por hectare e perfil de fazenda, usando dados oficiais da DJI e faixas de mercado brasileiro.

A família DJI Agras é hoje a referência em drones de pulverização no Brasil: são RPAS multirrotores projetados especificamente para aplicações agrícolas, com tanque de pulverização, sistema de dispersão sólida (nos modelos maiores) e voo automatizado com GPS/RTK. Em qualquer modelo da linha, você encontra recursos como radares de matriz de fase, sensores de visão binocular, planejamento de missão por faixas, ajuste de altura em tempo real e registro de dados de voo, o que permite rastreabilidade de cada aplicação na lavoura.

Na parte regulatória, todos entram no mesmo “guarda-chuva”: cadastro na ANAC (SISANT/SARPAS, conforme peso e operação) e atendimento às exigências do MAPA para pulverização aérea com drones, como responsável técnico com CAAR e cadastro de prestador de serviço quando houver aplicação para terceiros.

DJI Agras T25: compacto para pequenas áreas e talhões desafiadores

Drone DJI Agras T25. Créditos da Imagem: Divulgação.

O DJI Agras T25 é o modelo compacto da linha atual, pensado para operações com uma pessoa e áreas menores ou mais recortadas. Segundo a ficha oficial, ele trabalha com carga útil de pulverização de até 20 kg (20 L) e pode carregar até 25 kg em operações de dispersão de sólidos. Em condições comerciais no Brasil, fornecedores indicam produtividade típica em torno de 8 a 12 hectares por hora, dependendo da dose em L/ha, do lay-out de abastecimento e da experiência do piloto.

Onde o T25 costuma encaixar melhor:

  • Propriedades de menor porte, com talhões fragmentados, curvas de nível e obstáculos.
  • Aplicações pontuais em culturas de maior valor (café, hortifruti, HF de alto valor) e áreas de difícil acesso para trator.
  • Prestadores de serviço que estão começando e focam em volumes diários menores, mas com alta flexibilidade.

Pontos fortes:

  • Menor peso e dimensões, facilitando transporte e operação com equipe enxuta.
  • Investimento inicial mais baixo que os modelos maiores, tornando a entrada no mercado mais acessível.

DJI Agras T40: equilíbrio entre capacidade e versatilidade

Drone DJI Agras T40. Créditos da Imagem: Divulgação.

O DJI Agras T40 se consolidou como o “coringa” da linha para muitos produtores e empresas de serviço no Brasil. Ele utiliza o design coaxial twin rotor e trabalha com carga de pulverização de até 40 L (aproximadamente 40 kg) e dispersão de até 50 kg de sólidos, conforme especificação da DJI. Em campo, fornecedoras relatam coberturas usuais de aproximadamente 15 a 20 ha/h em pulverização, variando de acordo com dose, topografia e logística de reabastecimento.

Perfis em que o T40 tende a se encaixar melhor:

  • Fazendas de médio porte (centenas de hectares) com necessidade de várias aplicações ao longo da safra.
  • Cooperados ou grupos de produtores que compartilham um equipamento para uso em diferentes áreas, mantendo bom volume diário.
  • Prestadores de serviço que querem boa produtividade sem ir direto para o patamar de investimento dos modelos maiores.

Diferenciais:

  • Versatilidade: pulverização foliar, aplicação de fertilizantes e sementes em cobertura com o mesmo drone, trocando o sistema de tanque/dispersão.
  • Bom compromisso entre carga útil e facilidade de transporte/infraestrutura comparado aos modelos de maior porte.

DJI Agras T50: mais carga para quem precisa de volume

Drone DJI Agras T50. Créditos da Imagem: Divulgação.

O DJI Agras T50 é a evolução para operações que já dominam o uso de drones e precisam de mais volume por hora com uma estrutura de equipe similar. Ele mantém o conceito de rotor coaxial, mas aumenta a capacidade: até 40 kg de pulverização e 50 kg de dispersão de sólidos, com melhorias de estabilidade e sistemas de atomização. Em termos de desempenho, fabricantes e revendas trabalham com faixas de produtividade semelhantes ou ligeiramente superiores às do T40, com ganhos principalmente em cenários de alta dose ou distâncias maiores entre ponto de abastecimento e talhão.

Cenários típicos para o T50:

  • Fazendas médias e grandes em regiões como MT, GO e MATOPIBA, com janelas de aplicação muito apertadas para doenças e pragas.
  • Empresas de serviço que precisam manter alto volume diário com poucas máquinas, atendendo vários clientes.

Por ser um equipamento mais novo e robusto, o T50 tende a ter investimento inicial acima do T40, o que reforça a necessidade de um bom planejamento de hectares anuais tratados para fechar o ROI.

DJI Agras T100: foco em operações de grande escala

Drone DJI Agras T100. Créditos da Imagem: Divulgação.

Na ponta de cima da linha está o DJI Agras T100, direcionado a operações de grande escala e prestação de serviços intensiva. Conforme as especificações, ele foi projetado para cargas ainda maiores, com peso de decolagem significativo e estrutura reforçada para missões de pulverização e dispersão em alto volume, mantendo recursos como RTK, radares e visão binocular para segurança e precisão. Em termos de produtividade, o T100 se posiciona para operações que buscam maximizar hectares por dia, aproximando-se, em certas condições, de faixas que começam a competir com aeronaves tripuladas em talhões menores, porém com toda a flexibilidade típica dos drones (bordaduras, encostas, áreas úmidas).

Usos mais comuns:

  • Grupos de fazendas ou empresas de aplicação aérea que querem complementar a frota de aviões em áreas onde o avião não compensa.
  • Prestadores de serviço com contratos de grande volume e demanda constante, que justificam o alto investimento em equipamentos de maior porte.

Por ser um equipamento pesado e complexo, a operação do T100 exige ainda mais atenção a requisitos regulatórios, qualificação de equipe e infraestrutura de manutenção.

Como escolher o modelo Agras mais adequado

Em vez de escolher “o maior que o orçamento permitir”, faz mais sentido partir da realidade da fazenda e da estratégia de uso. Alguns pontos de partida práticos, combinando dados de capacidade dos modelos e experiência de mercado:

  • Até algumas centenas de hectares, com talhões recortados e foco em uso próprio: T25 ou T40 costumam atender bem, priorizando flexibilidade e custo de entrada.
  • Fazendas médias com várias aplicações por safra e necessidade de boa produtividade diária: T40 e T50 tendem a ser os mais equilibrados.
  • Operações de serviço profissional ou grandes grupos de fazendas com alto volume anual e contratos firmes: T50 e T100 passam a fazer sentido, desde que haja gestão rigorosa de demanda e manutenção.

Independentemente do modelo escolhido, o custo real por hectare e o retorno do investimento vão depender mais da organização de campo (ponto de abastecimento, equipe de apoio, logística de água e produto) e da taxa de utilização anual do que apenas da ficha técnica.

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